A tendinite no cotovelo é uma inflamação dos tendões que ligam os músculos do antebraço aos ossos do cotovelo, sendo uma das causas mais comuns de dor nessa região. Ela costuma surgir após esforços repetitivos ou sobrecarga nos movimentos do braço, principalmente em atividades manuais, esportes ou uso excessivo de ferramentas. O desconforto pode aparecer de forma progressiva e interferir diretamente na força e na mobilidade do braço afetado.
As duas formas mais comuns da tendinite no cotovelo são o “cotovelo de tenista” (epicondilite lateral) e o “cotovelo de golfista” (epicondilite medial). A primeira atinge a parte externa do cotovelo e está relacionada ao uso excessivo da extensão do punho. Já a segunda compromete a parte interna, associada a movimentos repetidos de flexão do punho. Ambas causam dor local, fraqueza e dificuldade para segurar objetos ou realizar tarefas simples.
O diagnóstico é feito por meio de exame clínico, onde o ortopedista avalia a localização da dor, a sensibilidade ao toque e os movimentos que desencadeiam o incômodo. Testes específicos ajudam a identificar a origem da inflamação. Exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética podem ser solicitados em casos mais persistentes ou quando há dúvida diagnóstica, auxiliando na avaliação da extensão da lesão tendinosa.
O tratamento, na maioria dos casos, é conservador e eficaz. Inicialmente, recomenda-se repouso da atividade que provocou a lesão, aplicação de gelo e uso de anti-inflamatórios, se necessário. A fisioterapia tem papel essencial na recuperação, com técnicas de alongamento, fortalecimento progressivo, eletroterapia e orientações ergonômicas. Em alguns casos, o uso de órteses ou bandagens ajuda a aliviar a sobrecarga local e proteger os tendões durante o dia.
Se a dor persistir por mais de três meses mesmo com tratamento adequado, podem ser consideradas infiltrações com corticoide ou ácido hialurônico. Essas opções visam reduzir a inflamação e aliviar a dor de forma mais rápida. A cirurgia é rara, indicada apenas em casos graves ou resistentes, e envolve a remoção das áreas lesionadas do tendão. A decisão deve ser tomada com base na gravidade do caso e no impacto da dor na rotina do paciente.
A reabilitação após o controle da dor é fundamental para evitar recidivas. O fortalecimento dos músculos do antebraço, o recondicionamento funcional e a orientação quanto aos movimentos corretos ajudam a prevenir novos episódios. A adesão ao tratamento fisioterapêutico e a mudança de hábitos posturais são determinantes para o sucesso da recuperação. O acompanhamento contínuo garante o retorno às atividades com segurança e menor risco de complicações futuras.
Se houver dor constante no cotovelo ao movimentar o punho, segurar objetos ou apoiar o braço, é importante buscar orientação médica. O diagnóstico precoce e o tratamento correto evitam a progressão da lesão e favorecem uma recuperação completa. Na ClinDor Ortopedia & Clínica da Dor, oferecemos atendimento especializado, tecnologia de ponta e uma equipe preparada para cuidar de você com excelência, focando no alívio da dor e na reabilitação eficaz.