Lesão de Menisco

Uma torção súbita durante uma partida de futebol, uma dor aguda ao agachar ou a sensação desconfortável de que o joelho “trava” ao caminhar. Esses são relatos clássicos que podem indicar uma Lesão de Menisco, uma das lesões ortopédicas mais comuns do joelho, afetando tanto atletas quanto pessoas sedentárias. Compreender o que são os meniscos e por que eles se machucam é o primeiro passo para um tratamento eficaz e para evitar complicações futuras.
A patologia reside nos meniscos, que são duas estruturas de fibrocartilagem em forma de “C” (menisco medial e menisco lateral) localizadas dentro da articulação do joelho, entre o fêmur (osso da coxa) e a tíbia (osso da perna). Eles funcionam como amortecedores essenciais, absorvendo o impacto, distribuindo o peso corporal de forma equilibrada e auxiliando na estabilidade da articulação. A lesão meniscal nada mais é do que uma ruptura ou rasgo nesse tecido cartilaginoso.
Os sintomas de uma lesão meniscal são bastante característicos. O mais comum é a dor localizada na linha da articulação, que piora ao agachar, subir escadas ou girar o corpo sobre o joelho. Além da dor, o inchaço (edema) é frequente, podendo se desenvolver horas após a lesão. No entanto, os sinais mais alarmantes são o bloqueio ou travamento do joelho, onde o paciente não consegue esticar ou dobrar completamente a perna, e uma sensação de instabilidade ou “falseio”.
As causas da lesão meniscal dividem-se em dois grupos principais. As lesões traumáticas são mais comuns em pacientes jovens e atletas, ocorrendo geralmente por um trauma torcional – quando o pé fica fixo no chão e o corpo gira sobre o joelho. As lesões degenerativas, por outro lado, são mais frequentes em pacientes mais velhos. Com o envelhecimento, o menisco perde hidratação e elasticidade, tornando-se mais frágil e podendo se romper com movimentos simples do dia a dia, como levantar de uma cadeira.
O diagnóstico preciso é fundamental e deve ser feito por um ortopedista. A avaliação começa com o histórico clínico e um exame físico detalhado, onde o médico realiza manobras específicas (como o teste de McMurray) para identificar dor ou estalidos na região do menisco. Para confirmar a lesão, sua localização exata e seu tamanho, o exame de escolha é a Ressonância Magnética, que oferece uma visualização clara dos tecidos moles do joelho, incluindo os meniscos e ligamentos.
O tratamento para uma lesão de menisco depende de vários fatores, como o tipo e o tamanho da lesão, a idade do paciente e seu nível de atividade. Em muitos casos degenerativos ou em lesões pequenas, o tratamento conservador com fisioterapia e fortalecimento muscular é suficiente. Em lesões maiores, traumáticas ou que causam travamento, a cirurgia por artroscopia (minimamente invasiva) é indicada. O cirurgião pode optar por suturar o menisco (reparar) ou remover apenas o fragmento lesionado (meniscectomia parcial).
Ignorar a dor ou a sensação de travamento no joelho pode levar à progressão da lesão e ao desenvolvimento de um desgaste articular precoce, como a artrose. A reabilitação, seja ela conservadora ou pós-cirúrgica, é essencial para restaurar a força, a mobilidade e a estabilidade da articulação, permitindo um retorno seguro às atividades. A ClinDor Ortopedia & Clínica da Dor oferece atendimento especializado em patologias do joelho, com equipe multidisciplinar preparada para atuar desde o diagnóstico até a completa recuperação funcional.

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